
<> Manuel Salvador St'Aubyn Mascarenhas <>
<> BATMAN <> Coronel TAPIOCA <>
Um tributo de amizade para vencer tempo e distâncias
EXPEDIÇÃO T.T.T. 2000 - UMA HISTORIA SEM HISTORIA
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| Inesquecíveis pistas de Foum Zgwid |
Um grupo de funcionários da BRISA, com o apoio e incentivo da Empresa, do seu Grupo Desportivo e de um variado grupo de Empresários, da Rádio Comercial, Correio da manhã, Revista Gente e Viagens e de entidades não governamentais de solidariedade com destaque para a AMI Assistência Médica Internacional e U.C.C.L.A União das Cidades Capitais de Língua Oficial Portuguesa, tornando as suas férias úteis, fizeram chegar a crianças desfavorecidas Africanas medicamentos, alimentos de primeira necessidade e material escolar.
O saudosismo deixado pelas expedições realizadas, aliado à grande vontade manifestada por um novo grupo de colegas, conduziu ao inicio da preparação de nova AJUDA HUMANITÁRIA.
Obtido o apoio de uma equipa Médica e de vários Técnicos inspirados nos mais altos valores da humanidade: A AJUDA DESINTERESSADA A PESSOAS QUE VIVEM ABAIXO DOS LIMITES MÍNIMOS DE SOBREVIVÊNCIA, inscritas 6 viaturas todo o terreno totalizando 16 participantes, iniciou-se, a 25 de Março de 2000 uma nova viagem à África de todos os desafios.
Para além de bens de primeira necessidade, MEDICAMENTOS E ALIMENTOS que compõem a AJUDA, fizemo-nos acompanhar também de tudo o necessário à própria sobrevivência dos participantes nos dias de viagem no deserto ou nos dias em que os longos quilómetros a percorrer não deixaram horas livres para lautas refeições.
PREPARAÇÃO DA GRANDE AVENTURA
Desde o principio do ano que se preparava a EXPEDIÇÃO. Iniciaram-se as inscrições com 10 viaturas e 27 participantes; logo se criou um grupo dinâmico, ávido de acção e de companheirismo. Desde logo também se começou o contacto com as entidades habitualmente apoiantes das iniciativas da T.T.T. as quais, mais uma vez, ultrapassaram as nossas melhores expectativas.
AS JORNADAS - Em forma de preparação da expedição realizaram-se jornadas todo terreno com todos os prováveis participantes e apoiantes. E foi ver as máquinas subir e descer ladeiras impossíveis, saltar pedregulhos, ultrapassar veredas AÍ SIM JÁ EM PLENA PREPARAÇÃO.
A VÉSPERA DA PARTIDA - Já vem sendo um ritual a cumprir. A distribuição e colocação dos autocolantes publicitários dos nossos apoiantes; a distribuição e arrumação dos bens da AJUDA HUMANITÁRIA que, destinada a uma população carenciada, tem de atravessar um imenso território igualmente carenciado.
O DIA DA PARTIDA - Seis horas da manhã do dia 25 de Março de 2000, pequeno almoço no refeitório da Brisa - Carcavelos .
Sete horas, rumo à primeira ÁREA DE SERVIÇO pois houve condutores que não abasteceram as suas viaturas. Uma primeira fotografia e lá vão os seis jipes de agora em diante denominados de catre-catre (à laia marroquina) carregados até ao impossível tanto em bens como em expectativas.
Desde logo o CARLOS SOARES se demarcou como CAMERAMAN da EXPEDIÇÃO. Obrigada CARLOS, fizeste um bom trabalho registando os momentos bons da viagem. E os outros menos bons??
Depois, o SOLEIL BLEU fica
perto da grande DUNA e basta seguir a sinalização (!) para lá chegar. FOI FACIL.
A AJUDA HUMANITARIA
O SALVADOR entretanto distraído
partiu o farol esquerdo contra o farolim direito da L200. Nada de especial! Depois foi o atolanço na areia com medo do
declive da duna.
Até o CHEFE atolou o TERRANO junto ao mar . Estava-se a ver, por ser CHEFE … também atola - só quem lá não vai é que não atola – mas também não goza!
...Quer dizer--- é travado pela traseira do Freelander do Sal.
Parece destino macabro mas todas as chegadas são ou de noite ou ao lusco-fusco. E aqui uma vez mais o destino se cumpriu – ao lusco fusco!
A ML MAUFEITIO ‘ AINDA COM AS PONTAS NA MÃO’ lá ia a abrir e a decidir o trajecto. Eis senão quando… um gendarme no caótico trânsito de fim de tarde ! A ML faz parar a caravana e obtém informações:
HOTEL KENZA ****A
Aqui já não havia ‘bocas’ mas o Camping era mesmo ali em baixo.
«TU QUE SABES E EU QUE SEI, CALAREI»
REFLEXÃO DA AUTORA ( ALGUMS ANOS DEPOIS)
LEONOR LIMA ( ML MAUFEITIO)
O DIA DA PARTIDA - Seis horas da manhã do dia 25 de Março de 2000, pequeno almoço no refeitório da Brisa - Carcavelos .
Sete horas, rumo à primeira ÁREA DE SERVIÇO pois houve condutores que não abasteceram as suas viaturas. Uma primeira fotografia e lá vão os seis jipes de agora em diante denominados de catre-catre (à laia marroquina) carregados até ao impossível tanto em bens como em expectativas.
Desde logo o CARLOS SOARES se demarcou como CAMERAMAN da EXPEDIÇÃO. Obrigada CARLOS, fizeste um bom trabalho registando os momentos bons da viagem. E os outros menos bons??
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| Grupo Expedicionário no Sahara |
Alguns, usando e
abusando da confiança nos seus condutores, aproveitaram para recuperar o sono
de uma directa e, assim, ALGECIRAS quase
chegou depressa. Bendita coluna militar,
sem fim à vista e, respondendo a nós próprios, estaria em marcha para a ‘defesa
das Canárias’! O embarque, a travessia,
o desembarque, nada teve história. FOI
NORMALÍSSIMO
A ENTRADA EM MARROCOS
Também se pode chamar
de normal. As habituais dificuldades ou
antes pequenas contrariedades para tornarem mais ‘merecidos’ os CADEAUX / SOUVENIRS ( que normalmente se chamariam luvas).
Quase foi grave a
falta de prova da Extensão do Seguro das viaturas para Marrocos mas, com a
habitual capacidade de improviso , lá se resolveu.
PELA PRIMEIRA VEZ O
CHEFE (DIZEM AS VOZES: NOUTRA VIDA DEVE TER SIDO COMANDANTE –
FELIZMENTE! ) ENTRA EM ACÇÃO
O nosso médico de
serviço tem Passaporte de Cabo Verde e nada fez prever diferenças de tratamento
para com os Passaportes de Portugal.
Assim não o queria entender o ‘burocra’ de serviço que insistia pelo
retorno a Algeciras para obter um visto ( na segunda-feira seguinte). Salvador ; a falta de informação foi nossa.
O CHEFE elevou-se
acima do seu metro e noventa e perdendo a sua afabilidade retrucou, no seu quase correcto francês-calão ----- SEI QUEM EU SOU MAS NÃO SEI QUEM TU ÉS
E PORTANTO NÃO TE RECONHEÇO AUTORIDADE PARA PODERES RECUSAR A ENTRADA NO TEU
PAÍS DE PESSOAS QUE VÊM PARA TRAZER AJUDA.
O DR. SALVADOR , RESIDENTE EM PORTUGAL, TEM O NOSSO RECONHECIMENTO PELO
TRABALHO QUE DESENVOLVE. QUEM ÉS TU
PARA RECUSARES A SUA AJUDA AO TEU POVO?
TU NÃO ÉS NINGUÉM MAS TENS UM CHEFE; QUERO FALAR COM O TEU CHEFE ---
JÁ!
E nos ASSUNTOS
DIPLOMÁTICOS lá estava um chefe
Marroquino/Europeu (pelo menos devidamente
composto e fardado) e as razões foram expostas, e as desculpas apresentadas e,
ao abrigo do artigo não sei quantos, o
SALVADOR entrou com um documento diplomático. Grande SAL o nosso veterinário e médico de serviço (tão útil) e que ficou para nós como o Dr.Tapioca.
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| Médico veterinário, o nosso coronel Tapioca |
NA ESTRADA
Entrámos no Reino de
Marrocos ao crepúsculo. A diferença horária também não nos foi favorável e
a falta de bureau de câmbios no
fast-ferry Algeciras/Ceuta obriga-nos à primeira paragem para compra de DIRHAMS
Segue-se viagem para
TETOUAN, já um tanto fatigados mas expectantes. E
cumpriu-se a primeira noite num CAMPING.
Ó PEDRO FERNANDES! Não te parece que a tua ‘tendinha’ ficou no
chão a aguardar que alguém a metesse na grade do Patrol?? (Já viste em video a
paragem de Chefchaouene antes de se abandonarem as viaturas?)
Novas paisagens,
algumas fotografias, a confrontação dos participantes com um país diferente,
com gentes e hábitos estranhos mas que se hão-de vir a mostrar hospitaleiros e
curiosos.
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| Aguardando um atrasado |
CHEFCHAOUENE
Os tapetes, o almoço marroquino, as pinturas nas
mãozinhas das beldades…
TU QUE
SABES E EU QUE SEI, CALA-TE TU QUE EU ME CALAREI!
…DE NOVO NA ESTRADA
Começam as compras, as trocas, o envio dos primeiros
postais para a ‘terra’ e MIDELT foi já um local onde se sentiu a forma de
vida e também a gastronomia Marroquina. Aqui a Marília começou o seu arrependimento --- condimentos marroquinos não são para portugueses!
ERFOUD
HOTEL HASSAD
com banhinho quente (ora frio ora nada) e a CRISTINA mostrando o seu
aborrecimento passageiro . Não foi totalmente
mau e as ‘brochettes’ servidas ao jantar, no terraço, estavam mesmo
boas.
Mais postais ‘para a
terra’, algumas troquinhas e, lá se foi mais um dia.
A PRIMEIRA COMPLICAÇÃO
O PATROL do PEDRO
teve uma convulsão. Não foi
necessário hospital mas, na bomba de combustível por baixo do Hotel o CHEFE, O PEDRO e um qualquer McGUIVER consertaram o TURBO
que, ao que parece, ainda não havia funcionado desde a saída de CARCAVELOS
(pelo menos).
O GRUPO, entretanto,
seguiu para o mercado de RISSANI e aí
sim… foram as compras, os punhais, as ganduras, as pulseiras, as caixas de osso
e âmbar, um não mais acabar de
lembranças do artesanato marroquino e as famosas épices para recordar a bela comidinha marroquina
Numa bela esplanada de
um qualquer ‘café’ de RISSANI, saboreando os frequentes e sempre espectaculares
sumos de laranja, lá se reuniu novamente ‘a malta’ concretizaram-se as últimas
‘trocas’ e… lá vamos!
·
DESERTO
Depressa chegou o
DESERTO com os seus trilhos e a sua
imensidão. Uma vez mais os catre-catre
em linha, com os faróis acesos, fizeram
lembrar o 7º. de cavalaria.
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| A cavalaria |
Um salto maior e lá
começa a grade da L200 a chiar. A Leonor faz sinal ao ‘CHEFE’
que podem seguir, está tudo bem.
NÃO ESTAVA NADA! LEONOR CHICO E TERESA vamos lá a apertar a grade, a meter duas
cordas e a perder de vista o resto da EXPEDIÇÃO.
SOZINHOS NO DESERTO
Diz a TERESA (conhecida por batata frita): NÔR
SABES O CAMINHO, NÃO SABES?
A Nôr não sabe mas diz que sabe! Há-de ser algures, à direita da grande
DUNA , por uma daquelas pistas. No
problem!
O Grande CHEFE
descansou a sua consciência mandando dois catre-catre com dois ‘nativos’ à procura da L200. Regressaram mais de meia hora depois
sem, obviamente, nada terem encontrado
(pelo menos a L 200 não encontraram)
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| Auberge Soleil Bleu |
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| Entrega de bens |
A AJUDA HUMANITARIA
Chegada ao SOLEIL BLEU
, um almoço piquenique .
o nosso anfitrião de
anteriores odisseias, leva-nos a Khemilia para a entrega dos bens que lográmos carregar
por 1500 kms. SEM SERMOS
DESCOBERTOS POR POLICIAS E POPULAÇÕES CARENTES.
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| Grupo Expedicionário no acolhimento da aldeia |
Khemilia é uma pequena aldeia de NEGROS, antigos escravos trazidos do sul e
LIBERTADOS PELOS BEDUÍNOS quando foi proibida a escravatura. Vivem da pastorícia de alguns poucos dromedário e da procura e recolha de fósseis na região. A venda de tapetes
artesanais aportam um mínimo de meios de subsistência.
Como era esperado, fomos recebidos pelo Chefe (um ancião comovido), na sua ‘sala de
acolhimento’ onde foram colocados
tapetes para nos sentarmos e servido o tradicional CHÁ DE MENTA.
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| descanso na frescura do acolhimento |
O nosso guia fez uma explicação das origens do
povo que nos rodeava e traduziu do seu CHEFE o convite para no mês de AGOSTO
visitarmos Khemilia durante os seus
festejos anuais. Explicou que durante
uma semana os nativos repartem com todos os visitantes a sua comida e
recebem-nos com alegria efusiva com o
objectivo de ELIMINAR TODOS OS TRAÇOS DE RACISMO ENTRE OS POVOS QUE CRUZAM O
SEU TERRITÓRIO.
FOI FEITA A ENTREGA
DOS COMPLEMENTOS ALIMENTARES E DOS MEDICAMENTOS. O nosso MEDICO DE SERVIÇO deu indicações sobre a forma de utilização
dos medicamentos e informações que considerou de interesse.
No meio de muita alegria (como é habitual) foram distribuídos
CASKET’S da AXA , BALÕES, BOLICAOS DA PANRICO e
REBUÇADOS da LUSITECA.
Já noite,
felizes, regressámos ao SOLEIL BLEU para um jantar Marroquino, acompanhado do já
afamado BIDON ( recipiente onde se misturam bebidas e se faz uma espécie de cup) e seguido dos tradicionais TANTANS e danças . Regista-se que neste momento da EXPEDIÇÃO já
havia participantes transformados em marroquinos (isto é, com as suas vestes e enfeites)
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| Jantar no Ciel Bleu |
ESTA CONCLUIDO O OBJECTIVO DA EXPEDIÇÃO COM SUCESSO.
Vamos aproveitar as famosas dunas do Erg Chebi e fazer uma despedida que ficará para sempre na nossa memória
No Erg convivemos com uma população curiosa e hospitaleira; vimos camaleões, iguanas, escorpiões e raposas do deserto
UMA MANEIRA DIFERENTE DE FAZER FÉRIAS
UMA MANEIRA DIFERENTE DE FAZER FÉRIAS
Depois das pistas do
DESERTO vamos encontrar ZAGORA . Depois de um banhito, curto, na piscina, para
acalmar o pó, uma passagem pelo bar para consumir amendoins do farnel e algumas bières (também
para acalmar o pó) . Restou jantar,
dançar e dormir no LA FIBULE DU DRAA.
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| Hotel La Fibule em Zagora |
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| Piscina La Fibule |
A Marília brincou,
bateu palmas, mas parece que continuou a achar que ‘condimentos marroquinos não
são para portuguesas’.
O PEDRO PAIVA esse deu baile. Na manhã seguinte, espreitando por entre
as pernas de um camelório, não
obstante os avisos do tratador e os gritos de todos os presentes, ia quase
dançando outra vez com um valente coice do dromedário fêmea incomodada
por tanta indiscrição. E NINGUEM CHEGOU
A DAR A DESEJADA “VOLTA DE CAMELO”.
Manhã cedo, mais um
curto banhinho na piscina, de água bem fria, como convinha, para despertar ‘as alminhas’
e
AS ANTIGAS PISTAS
DO DAKAR
Os nossos ‘BRINCA NA AREIA’ depois das PISTAS E DAS
DUNAS DE MERZOUGA estão impacientes por
mais ‘adrenalina’ . O Chefe compreende e decide : VAMOS PARA FOUM ZGWID PELAS PISTAS.
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| As pistas do Rally Dakar |
E FOMOS
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| Poço no deserto |
A MALTA É LENTA! OS CARROS NÃO ANDAM! FAZ-SE
NOITE!
E O BENDITO
COMBUSTIVEL TENDE A ACABAR!
Escurece, uma daquelas noites de breu que só encontramos na noite africana.

Desespero, esperança... uma claridade difusa no horizonte... uma povoação e o fim da ansiedade? Engano! segue-se a pista à velocidade possível para economizar combustível. A claridade aumenta, a esperança também...mentira! mais um pouco e surge uma formidável lua cheia!!
Desespero, esperança... uma claridade difusa no horizonte... uma povoação e o fim da ansiedade? Engano! segue-se a pista à velocidade possível para economizar combustível. A claridade aumenta, a esperança também...mentira! mais um pouco e surge uma formidável lua cheia!!
Finalmente
FOUM ZGWID!
MAS CHEGÁMOS! EXAUSTOS E FELIZES (alguns)!
UMA CASA que virá a
ser futuramente um HOTEL ‘DEU-NOS’
ALOJAMENTO. Jantámos o nosso
‘rancho’, TOMÁMOS BANHINHO QUENTE e dormimos bem, depois de uma escaramuça de
quem dorme com quem provocada por gentilezas do proprietário do imóvel. De
manhã ficou tudo mais ou menos bem,
depois da reclamação da CRISTINA, não contra o Pedro mas com o ressonar do SALVADOR e da ANA. Bem feito SALVADOR foi o agradecimento à tua cortesia!
Mais ou menos cedo
(ainda não se habituaram à diferença horária) partida para mais uma jornada que
nos vai conduzir a um merecido descanso.
HAUT POLICE!
Mais um! O habitual!
Nôr ‘a lista’ e os passaportes. Ficámos a saber que ‘a lista’ não estava
nos ‘conformes’ depois de ter sido já ‘lambida’ por um sem número de ‘solicitos
gendarmes’. Depois de se ter
acrescentado a validade de todos os Passaportes foi dada como concluída ‘ a rotina’.
DEPOIS DE AKKA, ICHT E A SUA PISCINA NATURAL (COM
ANIMAIZINHOS ATRAVESSANDO A MONTANTE)
Os solícitos agentes
da autoridade aproveitaram… pelo facto de já nos terem feito parar, para
aconselhar a visita às QUEDAS DE ÁGUA a 100 metros. Valeu a pena ver, em pleno deserto, uma
paisagem paradisíaca, com uma cachoeira
alimentando uma enorme lagoa de onde segue um rio.
ESCOOU-SE O TEMPO tão depressa… o CHEFE alerta:
COMO ESTAMOS DE
DINHEIRO? É SEXTA-FEIRA OS BANCOS
ENCERRAM ÀS 14,30!
NÃO HÁ DINHEIRO SUFICIENTE PARA COMBUSTIVEL ATE TAN-TAN.
TAGMOUT não
tem Banco! HAUT POLICE!
Como sempre a
GENDARMERIE estava lá. O CHEFE transmite
as sua preocupações e o ‘graduado’
assegura a sua colaboração: Se for
necessário ele pessoalmente avaliza um cheque nosso de Portugal, junto do Posto
de Abastecimento, para o pagamento do
combustível.
A confusão é
total. O CHEFE dá ordens, a ML que sabe
que não vamos poder almoçar (à hora do almoço), quer distribuir ‘rações’
preparadas em andamento pela Marília e embrulhadas pelo Pedro Paiva.
QUEM PRECISA DE IR AO
BANCO passa para três viaturas mais
rápidas que seguem à velocidade possível para o BANCO DE GUELMIM onde se irão
depois reunir os mais lentos.
E FEZ-SE . A ML parte disparada no TERRANO e, em
BOUIZAKARN, na habitual confusão do trânsito segue a estrada para AGADIR. Foi um HAUT POLICE que a alertou para o
engano e depois de um vira-o-verso nas ‘barbas’ dos gendarmes lá retomou a rota
com o pé na tábua reunindo-se a um PAULO
PEXIM atento que não seguiu a ML e viu um BANCO na grande Praça de
BOUIZAKARN TODOS DE NOVO REUNIDOS E
SITUAÇÃO RESOLVIDA.
TAN-TAN PRAIA ( EL OUATIA)
Tempo de praia
magnifico, um hotel aceitável com um RACHID atento e obsequiador, música de
discoteca em honra da EXPEDIÇÃO, a primeira PEIXADA ( esclarece-se que se
tratou de um jantar de salada e deliciosos peixes fritos). Na cidade, numa
‘tasca’, para alguns, UM LANCHE com a melhor TAGINE que se comeu em toda a
viagem. A MARILIA CONTINUOU A
ACHAR A PEIXADA COM CONDIMENTOS.
QUERO FAZER AQUI UMA PARAGEM
A T.T.T.
deve uma reflexão sobre quem é o RACHID.
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| Rachid Mejdoub |
Os veteranos podem compará-lo a um HAMID do AUBERGE JUVENIL SAHARA (Pag. 23
III Expedição). O Rachid é um ‘garotão’ de 24 anos, inteligente,
humilde e disponível. Mesmo adoentado (e
aqui mais uma vez o nosso médico de serviço – o Sal - foi útil) foi inexcedível
em zelo e em vontade de nos proporcionar a melhor estadia. Escreveu à Marília e
telefonou à ML preocupado em saber do regresso do Grupo.
Obrigado RACHID.
O REENCONTRO COM O
NOSSO AMIGO DIAWO
Um DIAWO triste, numa
casa diferente, com a sua AMINA e as crianças na Capital, mas que na premonição
de que nos iria encontrar, não quis deixar de estar em TAN-TAN aguardando não
sabia bem porquê. Pobre DIAWO a vida nem
sempre recompensa os bons! Deixámos contigo o nosso carinho e compreensão e
também alguns bens que te havíamos reservado e que esperamos alegrem a tua família. O nosso eterno OBRIGADO pelo que representas
para nós e que nós sabemos representar para ti – A AMIZADE.
AS DUNAS DA PRAIA
NORTE DE TAN-TAN
Novamente os ‘BRINCA
NA AREIA’ BRINCARAM.
Nunca vamos esquecer as instruções do Pexim ao Sal ... « a patilha amarela... liga a patilha amarela!! »
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| Atolado? não! assente na areia! |
NA AREIA
SOLTA TODOS JUNTOS ‘A UNHA’ SOMOS
MELHORES QUE PRANCHAS E CORDAS.
Até o CHEFE atolou o TERRANO junto ao mar . Estava-se a ver, por ser CHEFE … também atola - só quem lá não vai é que não atola – mas também não goza!
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| O chefe atolou na praia |
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| ...não foi fácil... |
TANTAN FICA
PARA TRAS …DESTINO AGADIR
Mais uns quilómetros
até GUELMIM . O IMPREVISTO ESTAVA LÁ!
Entra na estrada um dos impossíveis camiões
marroquinos; este com uma grua. O
Chefe passa, o Zé Guilherme passa. O Pexim pára, o Coronel Tapioca põe o seu
FREELANDER fora da estrada e o PEDRO bloqueia e NÃO PARA.
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| Freelander acidentado |
A ML MAU-FEITIO lá
trava também (fora de mão) e ultrapassa tudo para ir buscar os que se tinham
ido embora. LATA COM LATA, e lá se enlatou o resto do dia com paragem em AGADIR
para tentar fazer funcionar uma ASSISTENCIA EM VIAGEM morosa e deficiente.
UMA PALAVRA – ao Paulo Pexim pelo seu bom comportamento como menino,
condutor e companheiro. Esteve sempre lá, bem disposto
e amigo. Obrigada.
-
e ao Zé Guilherme já não tão bom menino mas seguro
como condutor e preocupado com os outros…
quero dizer ‘os outros’.
Conclusão: O FREELANDER
com o SALVADOR E A ANA seguiram a viagem pelos seus próprios meios (
isto é, com a traseira amassada, quase
sem sinalização luminosa e com o óculo traseiro substituído por plástico) até
ALGECIRAS onde, AI SIM, FUNCIONOU A ASSISTENCIA EM VIAGEM.
Parabéns SALVADOR pelo
desportivismo e descontracção manifestados.
AGADIR – BOAS DECISÕES
OU MÁS DECISÕES
O CHEFE aconselha:
é tarde para se seguir para
OUARZAZATE como se tinha
previsto. Há tempestade de neve no
ATLAS. Será melhor seguirmos para a
costa rumo a ESSAOUIRA.
A ML MAU FEITIO, durante a paragem do FREELANDER na oficina recomendada pela assistência em viagem, conferencia com um número significativo de participantes.
Na sua opinião, ESSAOUIRA seria o destino certo se o tempo não tivesse mudado e ainda desse mais um dia de praia. Com o tempo mudado aconselhava fazer-se um sacrifício, apertar mais com os carros e seguir para OUARZAZATE para a RECOMPENSA NO DIA SEGUINTE.
A adesão dos presentes a esta ideia foi total. Assim iniciou-se a tormentosa jornada até OUARZAZATE ( já em pleno ATLAS) numa estrada estreita e sinuosa, cruzando-nos espaçadamente com talvez 20 camiões suicidas que nos atiravam para a valeta. Apanhámos chuva, neve, frio e medo. O CHEFE SABIA DO MAU TEMPO! A ML NÃO, E DISSO PEDE DESCULPAS.
Mesmo assim não parece ter sido normal que desde a paragem para jantar em TAROUDANT até OUARZAZATE (290 Kms)se tenham escoado cerca de sete horas e meia. Dá para perguntar: ONDE ESTÁ A PICA DOS BRINCA NA AREIA?
Estendendo um pouco, porque estas horas foram tensas, vamos explicar:
O JANTAR
Uma ‘tasca’ imunda, onde só nos interessou o fogareiro aceso; um talho com carne de vaca fresca e dura, e uma coisa que não se pode chamar nem de jantar nem de piquenique. MARILIA,
AQUI NÃO HAVIA CONDIMENTOS!
A TRAGI-COMÉDIA
Estamos já um tanto
cansados. A viatura da frente a tentar
‘puxar’ o grupo sofre a mesma tensão que o ‘carro-vassoura’ a empurrar os
ditos-cujos.
Todos tinham que estar
conscientes de que era necessário fazer
andar os catre-catre, com ritmo. Só assim se obteria rendimento.
AGORA VOU APONTAR MESMO O DEDO:
-
Senhor Doutor
dos bichinhos (e das gentes – querido SAL
- porquê tantos xi-xis? Numa próxima expedição aconselho uma ligação
directa ao exterior ( por exemplo como nos carros frigoríficos). Não sabe que é proibido ter furos em locais
inconvenientes e sem aviso prévio?
-
Senhor Zé
Guilherme – onde tinha a cabeça para não saber onde tinha a chave?
-
D. Sandra
Santos – que diabo de co-pilota se intitula para não olhar pelos perdidos e
achados
-
E todos os
outros não acham agora, a frio, que foram muito pouco leais?
EU E O CHICO (também
todos rotos) ESPERÁMOS… O CHEFE ESPEROU E
COGITOU E NÃO ACHOU JUSTIFICAÇÃO PARA A VOSSA LENTIDÃO.
E NÃO «AOS MOTINS»
OUARZAZATE
Duas e meia da noite,
frio, o Hotel aguardava-nos pois o CHEFE
tinha telefonado. Dormimos bem,
alguns até mais tarde, outros foram às compras.
O pequeno almoço e a REBELIÃO. O CHEFE NÃO GOSTOU E TEVE RAZÃO. Pessoas grandes falam de frente e explanam as
suas razões, se as têm.
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| Souk de Ouarzazate |
A REBELIÃO - No regresso das compras lá estavam ‘os que tinham dormido até mais tarde’ reunidos como se de uma conspiração se tratasse. Tomou a palavra o Zé Guilherme – o mesmo Zé que na noite anterior tinha perdido as chaves do UMM na algibeira das próprias calças (efeitos da descrição da página anterior), e consequentemente feito atrasar a chegada a Ouarzazate. Era porta-voz da decisão unânime de todos de empreenderem de imediato o regresso.
Na origem de tal tomada de posição estavam os factos da noite anterior que se narram, de seguida, com toda a isenção mas debaixo do ponto de vista próprio.
Na paragem para jantar em Taroudant foram todos alertados para as dificuldades do percurso e para a necessidade de se manterem juntos e com o melhor andamento possível. A ML saiu conduzindo a L200 que, lenta a subir, iria imprimir o ritmo da viagem. Manteve atrás de si uns faróis, do Terrano com o ‘chefe’ que, igualmente atrás de si tinha outros faróis: isto representava que, na falta de quaisquer sinais, estavam a ser seguidos pelos restantes.
Muitos quilómetro Atlas acima e depois de passada mais de uma hora, o veículo que seguia o Terrano ultrapassou deixando atrás a noite de breu. O ‘chefe’ dá sinal à ML para parar e juntos constatam que ‘os outros’ não vêm. Decidem esperar! E esperam! E desesperam! Vem um camião, o chefe fá-lo parar e pergunta se viu os nossos Jipes. Não viu nada e vem de Agadir como nós.
Decide-se continuar a aguardar mas a «condimentos» Marília insiste que o deveríamos voltar para trás ao que o ‘chefe’ radicalmente responde NÃO. A L200 não tem autonomia para voltar atrás e voltar até Ouarzazate e em pleno Atlas noite alta não há possibilidade de arranjar gasóleo. Também não ia, de certeza, deixar a L200 só, parada naquela serra, na noite tenebrosa.
Resta esperar!
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| L200 solitária |
Esperámos e finalmente chegaram. Vieram as explicações, a perda das chaves pelo Zé, um furo com o Salvador, a noite, a chuva, a neve e os camiões a alta velocidade em sentido contrário ocupando dois terços da faixa de rodagem --- condições estas que nós também tivemos!
As explicações do ‘chefe’ ninguém as quis ouvir --- também não era preciso; bastava que tivessem ouvido as recomendações --- bastava que não tivessem dado ouvidos a ‘venenos’.
Mas é assim… felizmente, não sempre mas por vezes, os grupos integram pessoas que, por uma razão ou por outra, não têm condições psíquicas ou financeiras (ou aliam as duas) para os acompanhar e que acabam por minar a boa convivência, cooperação e camaradagem entre todos.
(as lições são para se aprenderem!)
SALVE-SE A VERDADE
… OS BENDITOS CATRE-CATRE CONSCIENTES DA
SUA FALHA, A PARTIR DAQUI ANDARAM COMO AUTENTICOS 4X4.
No fim tudo foi
explicado e JA PASSOU! A ML MAU FEITIO pegou ‘nas pontas’ e usando o
seu termo genérico ‘berrou’ CRIANÇAS EM MARCHA!!
O CHEFE amuado pegou o
TERRANO e foi logo seguido de um PEXIM atento, e de um PEDRO FERNANDES pouco exuberante.
DESTINO MARRAKECH
Três viaturas, O ZÈ GUILHERME, o
CHICO e o SALVADOR tomaram a estrada
para MARRAKECH
De novo sem a lição
aprendida foi-se subindo o ATLAS na expectativa de encontrar o resto da caravana,
na perspectiva de que estivesse para a frente.
O desencontro na saída de OUARZAZATE
deu-se exactamente por três viaturas terem ido abastecer-se sem previamente terem comunicado essa necessidade.
OS DEUSES DA T.T.T. CONTINUARAM
ATENTOS.
Fomos subindo o ATLAS
e a promessa da « RECOMPENSA NO DIA SEGUINTE, estava à vista! Um
cenário deslumbrante de verde e neve, uma estrada serpenteante pela alta
cordilheira e a inefável sensação de que o MUNDO ERA NOSSO.
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| Barrage Moulay Youssef |
Pois, só que o combustível não era.
Em AGUELMOUSS depois de ter ficado para trás um rudimentar posto de
abastecimento fechado e outro sem gasóleo,
oferecemos medicamentos a uma ambulância e fomos aconselhados a recorrer
à GENDARMERIE ROYALLE pois o próximo
posto de abastecimento seria a oitenta quilómetros.
Juntamente com uma lata
para o combustível pedida por um simpático ‘gendarme’ chegou a informação de
que o camião de abastecimento estava no último posto onde tínhamos passado
cinco quilómetros atrás ( e a descer).
TUDO CERTO, mais uma vez.
Aguardando a operação
de abastecimento com ‘uma paciência marroquina’ pois era preciso ESPERAR pelo
PATRÃO , JUNTARAM-SE-NOS AS TRÊS VIATURAS que afinal estavam para trás.
Novamente o notável
acolhimento e um almoço tipicamente marroquino. O CHEFE não quis almoçar e o
PEDRO FERNANDES, solidário, também não almoçou.
AQUI A MARILIA SAFOU-SE: COMEU
FRANGO GRELHADO - NÃO FALOU NOS
CONDIMENTOS.
Parece destino macabro mas todas as chegadas são ou de noite ou ao lusco-fusco. E aqui uma vez mais o destino se cumpriu – ao lusco fusco!
A ML MAUFEITIO ‘ AINDA COM AS PONTAS NA MÃO’ lá ia a abrir e a decidir o trajecto. Eis senão quando… um gendarme no caótico trânsito de fim de tarde ! A ML faz parar a caravana e obtém informações:
O CAMPING DE
MARRAKECH ( começavam a ser fastidiosas as bocas de que ‘afinal’ só se fazia
campismo em hotéis) ao terceiro ‘feu rouge’ virar à direita e seguir cinco
quilómetros.
A caravana reuniu e não quer
camping. O tempo não parece seguro e não
há melhor camping que um hotelzito mesmo
sem estrelas. Senhor gendarme
reformule lá os ‘feu rouges’ e dê-nos
luz verde para um hotel 3B (bom, bonito
e barato).
Depois de uma
conferência de ideias demorada e muito gesticulada lá se decidiu o número de
‘feu rouges’ para chegar ao Hotel TAZI (***com parking) .
Na grande confusão de
veículos cada qual circulando por onde podia, sem respeitar a sua mão,
prioridades, traços contínuos ou sinais vermelhos, já capitaneados por um dos inúmeros ‘guias’ que ninguém
quer mas que se impões como moscas chocas, lá logrou a caravana chegar ao tal Hotel no centro de Marrakech.
As mesmas moscas
rodearam a ML no hall do Hotel (afinal completo) tentando impingir outros Hotéis, com tal verbosidade que a MAUFEITIO
não se conteve sem ‘ lançar o grito do Ipiranga’ (INDEPENDENCIA OU MORTE’) sendo de imediato socorrida pelo amável HAMMOND que com o seu belo Mercedes (ultimo
modelo talvez fugido de França) conduziu as viaturas em fila lenta até ao


HOTEL KENZA ****A
·
Restaurant International le
Gueliz
·
Snack- Bar
·
Pub – Restaurant – Bar le Casa
·
Bar le Lune Panoramique
·
Piscine-Salanum
·
Fitness-Club Sauna Hammam
·
Boutiques
·
Night – Club Sheherazade
Um bom tête-a-tête
tanto ao gosto muçulmano e lá ficámos pelos 150 Dirhams /pessoa com direito a um magnifico jantar e
pequeno-almoço bufet, para além da dormida e a exploração de todos os atractivos postos à disposição (incluindo um daqueles bares que são, um sim
um não, ou alternas ou lá que diabo é isso!)
E AQUI VOLTO-ME A
CALAR. SE NALGUM PONTO O CHEFE OU A ML MAU FEITIO USARAM DE MAIOR DUREZA A
PARTIR DE AGORA ESTÃO TOTAL E ABSOLUTAMENTE DESCULPADOS. MAIS… DEVERIAM TER SIDO ATÉ BEM MAIS
INCISIVOS.
EM TODO O MUNDO OS
HOTEIS CONTROLAM OS QUARTOS À SAIDA DOS HOSPEDES. OS HOTEIS MARROQUINOS QUE TÊM
QUARTOS COM BANHO PRIVATIVO CONTROLAM AS TOALHAS.
CURIOSIDADE:
OS MUÇULMANOS CORTAM AS MÃOS A QUEM ROUBA!
OUTRA: QUE NUNCA MAIS NINGUEM ME DIGA – CUIDADO COM OS
MARROQUINOS E COM OS ROUBOS!
MARRAKECH E OS SEUS
SORTILÉGIOS
A Grand Place Jemal L’Fna,
as compras, os ENCANTADORES DE SERPENTES, os AGUADEIROS , o passeio na charrete
e a PIZZA HUTT.
Foi uma grande pena não se terem cruzado com o DENTISTA com o seu tabuleiro repleto de dentes humanos das anteriores extracções ( e talvez também os das serpentes dos encantadores) e de próteses de vários tamanhos que o pretenso cliente experimenta ali mesmo.
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Foi uma grande pena não se terem cruzado com o DENTISTA com o seu tabuleiro repleto de dentes humanos das anteriores extracções ( e talvez também os das serpentes dos encantadores) e de próteses de vários tamanhos que o pretenso cliente experimenta ali mesmo.
MARRAKECH – CASABLANCA
– RABAT – MOULAY BOUSSELHAM
Alguém falou ----- uma
viagem destas e não paramos para visitar as CIDADES IMPERIAIS. SANTA IGNORANCIA!
PARA VISITAR E
CONHECER MINIMAMENTE AGADIR, CASABLANCA OU RABAT, MOHAMEDIA E TODOS OS SEUS MONUMENTOS OS TREZE
DIAS DA VIAGEM NÃO TERIAM CHEGADO PARA UMA.
ESTA EXPEDIÇÃO FOI
PROGRAMADA COMO “AJUDA HUMANITARIA” E A MISSÃO FOI CUMPRIDA…
MAIS… ALIADA A UMA FORMA DIFERENTE DE FAZER
FÉRIAS. QUE MAIS PODERIA TER SIDO
PEDIDO?
PARA CONHECER AS
CIDADES IMPERIAIS ACONSELHA-SE UMA VIAGEM DE
AVIÃO ATÉ RABAT E UM COMPLEMENTO TURISTICO VENDIDO POR QUALQUER AGENCIA
DE VIAGENS.
Perto de quinhentos
quilómetros para mais uma bela noite comprida e reparadora no HOTEL LE LAGON de MOULAY
BOUSSELHAM .
RESTAURANTE LA JEUNESSE
De novo uma bela
PEIXADA
( Nesta altura da
narração já não parece preciso explicar).
De manhã, um belo pequeno-almoço no terraço sobre a Lagoa, um pouco de
praia, um passeio de barco para ver os FLAMINGOS COR DE ROSA e um magnifico
almoço -- só de
peixes, alguns com pernas outros com cascas.
Ida à praia comprar
SANTOLAS aos pescadores e
E A SEGUIR ---
ACABOU!
Viaturas na estrada,
fazer passar rapidamente as centenas de quilómetros que nos separam de
casa. Uma breve paragem para umas
últimas compras e
ACERTOS FINAIS
JOÃO TRINDADE :
NÃO PEÇAS DESCULPA PELO FAROL DO
TERRANO PARTIDO POR UMA PEDRA VADIA
- APRENDE
O QUE TE DISSE: ‘NÃO LAMBAS AS BERMAS’
SOFIA : DESILUDISTE-ME
PROFUNDAMENTE; FOSTE EXECRÁVEL, NÃO TE
PEÇO DESCULPA, TIVESTE O QUE MERECESTE E ESPERO QUE TENHA SIDO LIÇÃO.
COMO FOI DITO EM KHEMILIA : A EXPEDIÇÃO AJUDA HUMANITÁRIA NÃO TERIA SIDO POSSÍVEL SEM O ESFORÇO
DA ORGANIZAÇÃO (AQUELES A QUEM SE CHAMOU O CHEFE E A ML MAUFEITIO);
NÃO SE TERIA REALIZADO
SEM OS SEUS PATROCINADORES.
FORAM INDISPENSÁVEIS
TODOS OS PARTICIPANTES .
TODOS DEVEREMOS FAZER
UMA TOMADA DE CONSCIÊNCIA E TIRAR
ENSINAMENTOS . SO ASSIM, NO
FUTURO, SE ELIMINARÃO OS RISCOS QUE,
DESTA VEZ, SÓ A EXPERIENCIA DOS VETERANOS
EVITOU APUROS AOS ESTREANTES
«TU QUE SABES E EU QUE SEI, CALAREI»
REFLEXÃO DA AUTORA ( ALGUMS ANOS DEPOIS)
Há
curiosidades mórbidas em que acabam por cair alguns participantes de
praticamente todas as expedições. Uma das piores é a do «consumo de charros»
durante as viagens.
Conscientes
desta realidade os responsáveis tentam manter-se atentos aos exageros e
fingindo desconhecer o que se passa inibir assim os prevaricadores.
Ora
bem, o que se passou aqui foi exactamente que alguns dos nossos companheiros,
não se contentando com um pouco de consumo, decidiram, às escondidas, trazer “daquilo” talvez para exibir aos amigos.
Há um
apertado controlo nas fronteiras Marroquina e Espanhola, com cães treinados na
busca do “produto”. Já tivemos
oportunidade de presenciar o tratamento que é dado a quem tenta “passar” mesmo
muito pequenas quantidades. É óbvio que nunca iríamos permitir que a segurança
do grupo fosse posta em causa pela estupidez de dois ou três companheiros.
Depois
de alertas o constatar que ainda havia quem insistisse na atitude,
já a poucos quilómetros da fronteira, provocou uma reacção violenta e
desagradável mas que foi preferível a maiores inconvenientes com as
autoridades.
O
problema foi sanado, o produto abandonado numa valeta debaixo de uma pedra e a viagem
concluída sem mais incidentes.
A
quem ler estas narrativas quero dizer que não devem aproveitar a facilidade de
aquisição para fazer experiências que podem ser muito negativas.
A
compra é fácil (e barata) mas é mesmo o próprio vendedor que de seguida faz a
denúncia às autoridades para receber uma recompensa; e se o consumo é ‘tolerado’
não é permitido.
Sabemos
do caso da morte acidental de um peão no meio de uma via que ocorreu por
condutor e acompanhantes, na sua euforia, não terem previsto e evitado o
acidente.(Lêr MORTE NA ESTRADA)
DROGAS NÃO!
LEONOR LIMA ( ML MAUFEITIO)











































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