segunda-feira, 7 de dezembro de 2015

viagemsolidaria2000













<> Manuel Salvador St'Aubyn Mascarenhas <>

<> BATMAN <> Coronel TAPIOCA <>

Um tributo de amizade para vencer tempo e distâncias



EXPEDIÇÃO T.T.T. 2000  - UMA HISTORIA  SEM HISTORIA

Inesquecíveis pistas de Foum Zgwid                                            

Um grupo de funcionários da BRISA, com o apoio e incentivo da Empresa, do seu Grupo Desportivo e de um variado grupo de Empresários, da Rádio Comercial, Correio da manhã, Revista Gente e Viagens e de entidades não governamentais de solidariedade com destaque para a AMI Assistência Médica Internacional e U.C.C.L.A União das Cidades Capitais de Língua Oficial Portuguesa, tornando as suas férias úteis, fizeram chegar a crianças desfavorecidas Africanas medicamentos, alimentos de primeira necessidade e material escolar.

O saudosismo deixado pelas expedições realizadas, aliado à grande vontade manifestada por um novo grupo de colegas, conduziu ao inicio da preparação de nova AJUDA HUMANITÁRIA.

Obtido o apoio de uma equipa Médica e de vários Técnicos inspirados nos mais altos valores da humanidade: A AJUDA DESINTERESSADA A PESSOAS QUE VIVEM ABAIXO DOS LIMITES MÍNIMOS DE SOBREVIVÊNCIA, inscritas 6 viaturas todo o terreno totalizando 16 participantes, iniciou-se, a 25 de Março de 2000 uma nova viagem à África de todos os desafios.

Para além de bens de primeira necessidade, MEDICAMENTOS E ALIMENTOS que compõem a AJUDA, fizemo-nos acompanhar também de tudo o necessário à própria sobrevivência dos participantes nos dias de viagem no deserto ou nos dias em que os longos quilómetros a percorrer não deixaram horas livres para lautas refeições.

PREPARAÇÃO DA GRANDE AVENTURA


Desde o principio do ano que se preparava a EXPEDIÇÃO. Iniciaram-se as inscrições com 10 viaturas e 27 participantes; logo se criou um grupo dinâmico, ávido de acção e de companheirismo. Desde logo também se começou o contacto com as entidades habitualmente apoiantes das iniciativas da T.T.T. as quais, mais uma vez, ultrapassaram as nossas melhores expectativas.

AS JORNADAS - Em forma de preparação da expedição realizaram-se jornadas todo terreno com todos os prováveis participantes e apoiantes. E foi ver as máquinas subir e descer ladeiras impossíveis, saltar pedregulhos, ultrapassar veredas AÍ SIM JÁ EM PLENA PREPARAÇÃO.


A VÉSPERA DA PARTIDA - Já vem sendo um ritual a cumprir. A distribuição e colocação dos autocolantes publicitários dos nossos apoiantes; a distribuição e arrumação dos bens da AJUDA HUMANITÁRIA que, destinada a uma população carenciada, tem de atravessar um imenso território igualmente carenciado.

O DIA DA PARTIDA - Seis horas da manhã do dia 25 de Março de 2000, pequeno almoço no refeitório da Brisa - Carcavelos .

Sete horas, rumo à primeira ÁREA DE SERVIÇO pois houve condutores que não abasteceram as suas viaturas. Uma primeira fotografia e lá vão os seis jipes de agora em diante denominados de catre-catre (à laia marroquina) carregados até ao impossível tanto em bens como em expectativas.

Desde logo o CARLOS SOARES se demarcou como CAMERAMAN da EXPEDIÇÃO. Obrigada CARLOS, fizeste um bom trabalho registando os momentos bons da viagem. E os outros menos bons??


Grupo Expedicionário no Sahara

Alguns, usando e abusando da confiança nos seus condutores, aproveitaram para recuperar o sono de uma directa e, assim,  ALGECIRAS quase chegou depressa.  Bendita coluna militar, sem fim à vista e, respondendo a nós próprios, estaria em marcha para a ‘defesa das Canárias’!   O embarque, a travessia, o desembarque, nada teve história.  FOI NORMALÍSSIMO
                  
A ENTRADA EM MARROCOS

Também se pode chamar de normal. As habituais dificuldades  ou antes pequenas contrariedades para tornarem mais ‘merecidos’ os CADEAUX / SOUVENIRS  ( que normalmente se chamariam  luvas).
Quase foi grave a falta de prova da Extensão do Seguro das viaturas para Marrocos mas, com a habitual capacidade de improviso , lá se resolveu.

PELA PRIMEIRA VEZ O CHEFE (DIZEM AS VOZES: NOUTRA VIDA DEVE TER SIDO COMANDANTE – FELIZMENTE! )  ENTRA EM ACÇÃO

O nosso médico de serviço tem Passaporte de Cabo Verde e nada fez prever diferenças de tratamento para com os Passaportes de Portugal.  Assim não o queria entender o ‘burocra’ de serviço que insistia pelo retorno a Algeciras para obter um visto ( na segunda-feira seguinte). Salvador ; a falta de informação foi nossa.

O CHEFE elevou-se acima do seu metro e noventa e perdendo a sua afabilidade retrucou, no seu quase correcto francês-calão  ----- SEI QUEM EU SOU MAS NÃO SEI QUEM TU ÉS E PORTANTO NÃO TE RECONHEÇO AUTORIDADE PARA PODERES RECUSAR A ENTRADA NO TEU PAÍS DE PESSOAS QUE VÊM PARA TRAZER AJUDA.    O DR. SALVADOR , RESIDENTE EM PORTUGAL, TEM O NOSSO RECONHECIMENTO PELO TRABALHO QUE DESENVOLVE.    QUEM ÉS TU PARA RECUSARES A SUA AJUDA AO TEU POVO?   TU NÃO ÉS NINGUÉM MAS TENS UM CHEFE; QUERO FALAR COM O TEU CHEFE  ---   JÁ!

E nos ASSUNTOS DIPLOMÁTICOS  lá estava um chefe Marroquino/Europeu  (pelo menos devidamente composto e fardado) e as razões foram expostas, e as desculpas apresentadas e, ao abrigo do artigo  não sei quantos, o SALVADOR entrou com um documento diplomático.  Grande SAL o nosso veterinário e médico de serviço (tão útil) e que ficou para nós como o Dr.Tapioca.

Médico veterinário, o nosso coronel Tapioca
 NA ESTRADA

Entrámos no Reino de Marrocos ao crepúsculo. A diferença horária também não nos foi favorável e a  falta de bureau de câmbios no fast-ferry Algeciras/Ceuta obriga-nos à primeira paragem para compra de  DIRHAMS

Segue-se viagem para TETOUAN,  já um tanto  fatigados mas expectantes.  E  cumpriu-se a primeira noite num CAMPING.

Ó  PEDRO FERNANDES!  Não te parece que a tua ‘tendinha’ ficou no chão a aguardar que alguém a metesse na grade do Patrol?? (Já viste em video a paragem de Chefchaouene antes de se abandonarem as viaturas?)

Novas paisagens, algumas fotografias, a confrontação dos participantes com um país diferente, com gentes e hábitos estranhos mas que se hão-de vir a mostrar hospitaleiros e curiosos.

Aguardando um atrasado
CHEFCHAOUENE

Os tapetes,   o almoço marroquino, as pinturas nas mãozinhas das beldades…


 TU QUE SABES E EU QUE SEI, CALA-TE TU QUE EU ME CALAREI!

 

…DE NOVO NA ESTRADA

Começam  as compras, as trocas, o envio dos primeiros postais para a ‘terra’ e MIDELT foi já um local onde se sentiu a forma de vida  e também a gastronomia Marroquina.  Aqui a Marília começou  o seu arrependimento ---  condimentos marroquinos não são  para portugueses!

ERFOUD

HOTEL  HASSAD  com banhinho quente (ora frio ora nada) e a CRISTINA mostrando o seu aborrecimento passageiro . Não foi totalmente  mau e as ‘brochettes’ servidas ao jantar, no terraço, estavam mesmo boas. 

Mais postais ‘para a terra’, algumas troquinhas e, lá se foi mais um dia.
                                                                                    

A PRIMEIRA COMPLICAÇÃO

O PATROL do  PEDRO  teve uma convulsão.  Não foi necessário hospital mas, na bomba de combustível  por baixo do Hotel  o CHEFE, O PEDRO  e um qualquer McGUIVER consertaram o TURBO que, ao que parece, ainda não havia funcionado desde a saída de CARCAVELOS (pelo menos).

O GRUPO, entretanto, seguiu para o mercado de RISSANI e  aí sim… foram as compras, os punhais, as ganduras, as pulseiras, as caixas de osso e  âmbar, um não mais acabar de lembranças do artesanato marroquino e as famosas épices para recordar a bela comidinha marroquina

Especiarias e as recordações

Numa bela esplanada de um qualquer ‘café’ de RISSANI, saboreando os frequentes e sempre espectaculares sumos de laranja, lá se reuniu novamente ‘a malta’ concretizaram-se as últimas ‘trocas’ e… lá vamos!


·        DESERTO

Depressa chegou o DESERTO  com os seus trilhos e a sua imensidão.  Uma vez mais os  catre-catre em linha, com os faróis acesos,  fizeram lembrar o 7º. de cavalaria.                                      
A cavalaria
                     
Um salto maior e lá começa a grade da L200 a chiar.  A Leonor faz sinal ao ‘CHEFE’  que podem seguir, está tudo bem.

NÃO ESTAVA NADA!  LEONOR CHICO E TERESA   vamos lá a apertar a grade, a meter duas cordas e a perder de vista o resto da EXPEDIÇÃO.

SOZINHOS NO DESERTO

Diz a TERESA (conhecida por batata frita):  NÔR  SABES O CAMINHO, NÃO SABES?

A Nôr não sabe mas diz que sabe!       Há-de ser algures, à direita da grande DUNA , por uma daquelas pistas.    No problem!
                                                                        
Depois, o SOLEIL BLEU fica perto da grande DUNA e basta seguir a sinalização (!) para lá chegar.    FOI FACIL.

O Grande CHEFE descansou a sua consciência mandando dois catre-catre  com dois ‘nativos’ à procura da L200.  Regressaram mais de meia hora depois sem,  obviamente, nada terem encontrado (pelo menos a L 200 não encontraram)

Auberge Soleil Bleu
Entrega de bens


A AJUDA HUMANITARIA

Chegada ao SOLEIL BLEU , um almoço piquenique .

O HASSAN   LASSEN


 o  nosso anfitrião de anteriores odisseias, leva-nos a Khemilia para a entrega dos bens que lográmos carregar  por  1500 kms. SEM SERMOS DESCOBERTOS POR POLICIAS E POPULAÇÕES CARENTES.

Grupo Expedicionário no acolhimento da aldeia 

Khemilia  é uma pequena aldeia de NEGROS,  antigos escravos trazidos do sul  e  LIBERTADOS PELOS BEDUÍNOS quando foi proibida a escravatura.  Vivem da pastorícia de alguns poucos dromedário e da procura e recolha de fósseis na região. A venda de tapetes artesanais aportam um mínimo de meios de subsistência.

 Como era esperado, fomos recebidos pelo Chefe (um ancião comovido), na  sua ‘sala de acolhimento’ onde  foram colocados tapetes para nos sentarmos e servido o tradicional   CHÁ DE MENTA.

descanso na frescura do acolhimento
O nosso guia  fez uma explicação das origens do povo que nos rodeava e traduziu do seu CHEFE o convite para no mês de AGOSTO visitarmos Khemilia  durante os seus festejos anuais.  Explicou que durante uma semana os nativos repartem com todos os visitantes a sua comida e recebem-nos com alegria efusiva  com o objectivo de ELIMINAR TODOS OS TRAÇOS DE RACISMO ENTRE OS POVOS QUE CRUZAM O SEU TERRITÓRIO.

FOI FEITA A ENTREGA DOS COMPLEMENTOS ALIMENTARES E DOS MEDICAMENTOS. O nosso MEDICO DE SERVIÇO  deu indicações sobre a forma de utilização dos medicamentos e informações que considerou de interesse.                                                                               
No meio de  muita alegria (como é habitual) foram distribuídos CASKET’S  da AXA , BALÕES, BOLICAOS DA PANRICO e REBUÇADOS da LUSITECA.


Jantar no Ciel Bleu
Já noite, felizes,  regressámos ao SOLEIL BLEU  para um jantar Marroquino, acompanhado do já afamado BIDON ( recipiente onde se misturam bebidas e se faz uma espécie de cup) e seguido dos tradicionais TANTANS e danças .  Regista-se que neste momento da EXPEDIÇÃO já havia participantes transformados em marroquinos  (isto é, com as suas vestes e enfeites)

ESTA CONCLUIDO O OBJECTIVO DA EXPEDIÇÃO COM SUCESSO.  


Vamos aproveitar as famosas dunas do Erg Chebi  e fazer uma despedida que ficará para sempre na nossa memória

Atolar foi o objectivo conseguido

No Erg convivemos com uma população curiosa e hospitaleira; vimos camaleões, iguanas, escorpiões e raposas do deserto





UMA MANEIRA DIFERENTE DE FAZER FÉRIAS

Depois das pistas do DESERTO  vamos encontrar ZAGORA .  Depois de um banhito, curto, na piscina, para acalmar o pó, uma passagem pelo bar para consumir  amendoins do farnel e algumas bières (também para acalmar o pó) . Restou   jantar, dançar e dormir no LA FIBULE DU DRAA.



                       
Hotel La Fibule em Zagora

Piscina La Fibule
 

A Marília brincou, bateu palmas, mas parece que continuou a achar que ‘condimentos marroquinos não são para portuguesas’.

O PEDRO PAIVA  esse deu baile.   Na manhã seguinte, espreitando por entre as pernas de um camelório,    não obstante os avisos do tratador e os gritos de todos os presentes,  ia quase  dançando outra vez com um valente coice do dromedário fêmea incomodada por tanta indiscrição.  E NINGUEM CHEGOU A DAR A DESEJADA “VOLTA DE CAMELO”.

Manhã cedo, mais um curto banhinho na piscina, de água bem fria, como convinha, para despertar ‘as alminhas’ e

AS ANTIGAS PISTAS DO  DAKAR

Os nossos  ‘BRINCA NA AREIA’ depois das PISTAS E DAS DUNAS DE  MERZOUGA estão impacientes por mais ‘adrenalina’ . O Chefe compreende e decide :  VAMOS PARA FOUM ZGWID  PELAS PISTAS.

                                                                                 As pistas do Rally Dakar                                                                                    
E   FOMOS

Poço no deserto
A  MALTA É LENTA! OS CARROS NÃO ANDAM! FAZ-SE NOITE!
E O BENDITO COMBUSTIVEL TENDE A ACABAR! 

Escurece, uma daquelas noites de breu que só encontramos na noite africana.



 Desespero, esperança... uma claridade difusa no horizonte... uma povoação e o fim da ansiedade? Engano! segue-se a pista à velocidade possível para economizar combustível.  A claridade aumenta, a esperança também...mentira! mais um pouco e surge uma formidável lua cheia!!

Finalmente FOUM ZGWID!

MAS CHEGÁMOS!  EXAUSTOS E FELIZES (alguns)!

UMA CASA que virá a ser futuramente um HOTEL  ‘DEU-NOS’ ALOJAMENTO.     Jantámos o nosso ‘rancho’, TOMÁMOS BANHINHO QUENTE e dormimos bem, depois de uma escaramuça de quem dorme com quem provocada por gentilezas do proprietário do imóvel. De manhã  ficou tudo mais ou menos bem, depois da reclamação da CRISTINA, não contra o Pedro mas com o ressonar do SALVADOR  e da ANA.   Bem feito SALVADOR  foi o agradecimento à tua cortesia!

Mais ou menos cedo (ainda não se habituaram à diferença horária) partida para mais uma jornada que nos vai conduzir a um merecido descanso.

HAUT POLICE!

Mais um!   O habitual!  Nôr ‘a lista’ e os passaportes. Ficámos a saber que ‘a lista’ não estava nos ‘conformes’ depois de ter sido já ‘lambida’ por um sem número de ‘solicitos gendarmes’.  Depois de se ter acrescentado a validade de todos os Passaportes foi dada como concluída ‘ a rotina’.

DEPOIS DE AKKA, ICHT E A SUA PISCINA NATURAL (COM ANIMAIZINHOS ATRAVESSANDO A MONTANTE)


Os solícitos agentes da autoridade aproveitaram… pelo facto de já nos terem feito parar, para aconselhar a visita  às QUEDAS DE ÁGUA a 100 metros.  Valeu a pena ver, em pleno deserto, uma paisagem paradisíaca, com uma  cachoeira alimentando uma enorme lagoa de onde segue um rio.

ESCOOU-SE O TEMPO  tão depressa… o CHEFE  alerta:

COMO ESTAMOS DE DINHEIRO?  É SEXTA-FEIRA OS BANCOS ENCERRAM ÀS 14,30!
                                                                                   
NÃO HÁ DINHEIRO  SUFICIENTE PARA  COMBUSTIVEL ATE TAN-TAN.

TAGMOUT  não tem  Banco!   HAUT POLICE!

Como sempre a GENDARMERIE estava lá. O CHEFE  transmite as sua preocupações e o ‘graduado’  assegura a sua colaboração:  Se for necessário ele pessoalmente avaliza um cheque nosso de Portugal, junto do Posto de Abastecimento,  para o pagamento do combustível.

A confusão é total.  O CHEFE dá ordens, a ML que sabe que não vamos poder almoçar (à hora do almoço), quer distribuir ‘rações’ preparadas em andamento pela Marília e embrulhadas pelo Pedro Paiva.

QUEM PRECISA DE IR AO BANCO  passa para três viaturas mais rápidas que seguem à velocidade possível para o BANCO DE GUELMIM onde se irão depois reunir os mais lentos.    

E FEZ-SE .   A ML parte disparada no TERRANO e, em BOUIZAKARN, na habitual confusão do trânsito segue a estrada para AGADIR.  Foi um HAUT POLICE que a alertou para o engano e depois de um vira-o-verso nas ‘barbas’ dos gendarmes lá retomou a rota com o pé na tábua reunindo-se a um PAULO PEXIM  atento que não seguiu a ML e viu um BANCO na grande Praça de BOUIZAKARN TODOS DE NOVO REUNIDOS E SITUAÇÃO RESOLVIDA.
                                                                          
TAN-TAN PRAIA ( EL OUATIA)

Tempo de praia magnifico, um hotel aceitável com um RACHID atento e obsequiador, música de discoteca em honra da EXPEDIÇÃO, a primeira PEIXADA ( esclarece-se que se tratou de um jantar de salada e deliciosos peixes fritos). Na cidade, numa ‘tasca’, para alguns, UM LANCHE com a melhor TAGINE que se comeu em toda a viagem. A MARILIA CONTINUOU A ACHAR A PEIXADA COM CONDIMENTOS.                                                                             

QUERO FAZER AQUI UMA PARAGEM

A T.T.T.  deve uma reflexão sobre quem é o RACHID. 

Rachid Mejdoub
Os veteranos podem compará-lo  a um HAMID do AUBERGE JUVENIL SAHARA (Pag. 23 III Expedição).  O Rachid  é um ‘garotão’ de 24 anos, inteligente, humilde e disponível.  Mesmo adoentado (e aqui mais uma vez o nosso médico de serviço – o Sal - foi útil) foi inexcedível em zelo e em vontade de nos proporcionar a melhor estadia. Escreveu à Marília e telefonou à ML preocupado em saber do regresso do Grupo.

Obrigado RACHID.  

O REENCONTRO COM O NOSSO AMIGO DIAWO





Um DIAWO triste, numa casa diferente, com a sua AMINA e as crianças na Capital, mas que na premonição de que nos iria encontrar, não quis deixar de estar em TAN-TAN aguardando não sabia bem porquê.  Pobre DIAWO a vida nem sempre recompensa os bons! Deixámos contigo o nosso carinho e compreensão e também alguns bens que te havíamos reservado e que esperamos alegrem a tua família.  O nosso eterno OBRIGADO pelo que representas para nós e que nós sabemos representar para ti – A AMIZADE.


AS DUNAS DA PRAIA NORTE DE TAN-TAN

Novamente os ‘BRINCA NA AREIA’ BRINCARAM. 
 O SALVADOR entretanto distraído partiu o farol esquerdo contra o farolim direito da L200.  Nada de especial!  Depois foi o atolanço na areia com medo do declive da duna. 
Nunca vamos esquecer as instruções do Pexim ao Sal ... « a patilha amarela... liga a patilha amarela!! »

Atolado? não! assente na areia!
NA AREIA SOLTA TODOS JUNTOS ‘A UNHA’  SOMOS MELHORES QUE PRANCHAS E CORDAS.

Difícil!
Mas com final feliz

Até o CHEFE atolou o TERRANO junto ao mar . Estava-se a ver, por ser CHEFE … também atola  -  só quem lá não vai é que não atola – mas também não goza!    
                                                   
O chefe atolou na praia

...não foi fácil...

                   
TANTAN  FICA  PARA TRAS  …DESTINO AGADIR

Mais uns quilómetros até GUELMIM .   O IMPREVISTO ESTAVA LÁ!

Entra na estrada um dos impossíveis camiões marroquinos; este com uma grua. O Chefe passa, o Zé Guilherme passa. O Pexim pára, o Coronel Tapioca põe o seu FREELANDER fora da estrada e o PEDRO bloqueia e NÃO PARA.

Freelander acidentado

 ...Quer dizer--- é travado pela traseira do Freelander do Sal.

A ML MAU-FEITIO lá trava também (fora de mão) e ultrapassa tudo para ir buscar os que se tinham ido embora. LATA COM LATA, e lá se enlatou o resto do dia com paragem em AGADIR para tentar fazer funcionar uma ASSISTENCIA EM VIAGEM morosa e deficiente. 

UMA PALAVRA – ao Paulo Pexim  pelo seu bom comportamento como menino, condutor e companheiro. Esteve sempre lá, bem disposto e amigo. Obrigada.
-         e ao Zé Guilherme já não tão bom menino mas seguro como condutor e preocupado com os outros…  quero dizer ‘os outros’.

Conclusão:  O FREELANDER  com o SALVADOR E A ANA seguiram a viagem pelos seus próprios meios ( isto é,  com a traseira amassada, quase sem sinalização luminosa e com o óculo traseiro substituído por plástico) até ALGECIRAS onde, AI SIM, FUNCIONOU A ASSISTENCIA EM VIAGEM.

Parabéns SALVADOR pelo desportivismo  e descontracção manifestados.
                                                                          
AGADIR – BOAS  DECISÕES  OU MÁS DECISÕES

O CHEFE  aconselha:  é tarde para se seguir para  OUARZAZATE  como se tinha previsto.  Há tempestade de neve no ATLAS.  Será melhor seguirmos para a costa rumo a ESSAOUIRA.

Neve no Atlas

A ML MAU FEITIO, durante a paragem do FREELANDER na oficina recomendada pela assistência em viagem, conferencia com um número significativo de participantes.                                                            
Na sua opinião, ESSAOUIRA seria o destino certo se o tempo não tivesse mudado e ainda desse mais um dia de praia. Com o tempo mudado aconselhava fazer-se um sacrifício, apertar mais com os carros e seguir para OUARZAZATE para a RECOMPENSA NO DIA SEGUINTE.

A adesão dos presentes a esta ideia foi total. Assim iniciou-se a tormentosa  jornada até OUARZAZATE ( já em pleno ATLAS) numa estrada estreita e sinuosa, cruzando-nos espaçadamente com talvez 20 camiões suicidas que nos atiravam para a valeta.  Apanhámos chuva, neve, frio e medo. O CHEFE SABIA DO MAU TEMPO! A ML NÃO, E DISSO PEDE DESCULPAS.

Mesmo assim não parece ter sido normal que desde a paragem para jantar em  TAROUDANT  até OUARZAZATE  (290 Kms)se tenham escoado cerca de sete horas e meia.   Dá para perguntar: ONDE ESTÁ A PICA DOS BRINCA NA AREIA?

Estendendo um pouco, porque estas horas foram tensas, vamos explicar:

O JANTAR

Uma ‘tasca’ imunda, onde só nos interessou o fogareiro aceso; um talho com carne de vaca fresca e dura, e uma coisa que não se pode chamar nem de jantar nem de piquenique.   MARILIA,  AQUI NÃO HAVIA CONDIMENTOS!
                                                                                             
A TRAGI-COMÉDIA

Estamos já um tanto cansados.  A viatura da frente a tentar ‘puxar’ o grupo sofre a mesma tensão que o ‘carro-vassoura’ a empurrar os ditos-cujos.

Todos tinham que estar conscientes de que era necessário  fazer andar  os catre-catre, com ritmo.  Só assim se obteria rendimento.
                                                                             
 AGORA VOU APONTAR MESMO O DEDO:

-         Senhor Doutor dos bichinhos (e das gentes – querido SAL  -  porquê tantos xi-xis?  Numa      próxima expedição aconselho uma ligação directa ao exterior ( por exemplo como nos carros frigoríficos).  Não sabe que é proibido ter furos em locais inconvenientes e sem aviso prévio?
-         Senhor Zé Guilherme – onde tinha a cabeça para não saber onde tinha a chave?
-         D. Sandra Santos – que diabo de co-pilota se intitula para não olhar pelos perdidos e achados
-         E todos os outros não acham agora, a frio, que foram muito pouco leais?

EU E O CHICO (também todos rotos)  ESPERÁMOS…   O CHEFE ESPEROU E COGITOU E NÃO ACHOU JUSTIFICAÇÃO PARA A VOSSA LENTIDÃO.


E NÃO «AOS MOTINS»

OUARZAZATE


Duas e meia da noite, frio, o Hotel aguardava-nos pois o CHEFE  tinha telefonado.  Dormimos bem, alguns até mais tarde, outros foram às compras.  O pequeno almoço e a REBELIÃOO CHEFE NÃO GOSTOU E TEVE RAZÃO.  Pessoas grandes falam de frente e explanam as suas razões, se as têm.

Souk de Ouarzazate
A REBELIÃO  - No regresso das compras lá estavam ‘os que tinham dormido até mais tarde’ reunidos como se de uma conspiração se tratasse.  Tomou a palavra o Zé Guilherme – o mesmo Zé que na noite anterior tinha perdido as chaves do UMM na algibeira das próprias calças (efeitos da descrição da página anterior), e consequentemente feito atrasar a chegada a Ouarzazate. Era porta-voz da decisão unânime de todos de empreenderem de imediato o regresso.

Na origem de tal tomada de posição estavam os factos da noite anterior que se narram, de seguida, com toda a isenção mas debaixo do ponto de vista próprio.

Na paragem para jantar em Taroudant foram todos alertados para as dificuldades do percurso e para a necessidade de se manterem juntos e com o melhor andamento possível. A ML saiu conduzindo a L200  que, lenta a subir, iria imprimir o ritmo da viagem. Manteve atrás de si uns faróis, do Terrano com o ‘chefe’ que, igualmente atrás de si tinha outros faróis: isto representava que, na falta de quaisquer sinais, estavam a ser seguidos pelos restantes.

Muitos quilómetro Atlas acima e depois de passada mais de uma hora, o veículo que seguia o Terrano ultrapassou deixando atrás a noite de breu.  O ‘chefe’ dá sinal à ML para parar e juntos constatam que ‘os outros’ não vêm. Decidem esperar! E esperam! E desesperam!  Vem um camião, o chefe fá-lo parar e pergunta se viu os nossos Jipes. Não viu nada e vem de Agadir como nós.

Decide-se continuar a aguardar mas a «condimentos» Marília insiste que o deveríamos voltar para trás ao que o ‘chefe’ radicalmente responde NÃO. A L200 não tem autonomia para voltar atrás e voltar até Ouarzazate e em pleno Atlas noite alta não há possibilidade de arranjar gasóleo. Também não ia, de certeza, deixar a L200  só, parada naquela serra, na noite tenebrosa.
L200 solitária
Resta esperar!

Esperámos e finalmente chegaram. Vieram as explicações, a perda das chaves pelo Zé, um furo com o Salvador, a noite, a chuva, a neve e os camiões a alta velocidade em sentido contrário ocupando dois terços da faixa de rodagem --- condições estas que nós também tivemos!

As explicações do ‘chefe’ ninguém as quis ouvir ---  também não era preciso; bastava que tivessem ouvido as recomendações  --- bastava que não tivessem dado ouvidos a ‘venenos’.

Mas é assim… felizmente, não sempre mas por vezes, os grupos integram pessoas que, por uma razão ou por outra, não têm condições psíquicas ou financeiras (ou aliam as duas) para os acompanhar e que acabam por minar a boa convivência, cooperação e camaradagem entre todos.

(as lições são para se aprenderem!)


SALVE-SE A VERDADE …  OS BENDITOS CATRE-CATRE CONSCIENTES DA SUA FALHA, A PARTIR DAQUI ANDARAM COMO AUTENTICOS 4X4.

No fim tudo foi explicado e  JA PASSOU!  A ML MAU FEITIO pegou ‘nas pontas’ e usando o seu termo genérico ‘berrou’  CRIANÇAS EM MARCHA!!

O CHEFE amuado pegou o TERRANO e foi logo seguido de um PEXIM atento, e de um PEDRO FERNANDES  pouco exuberante.

DESTINO MARRAKECH                                                                                                                                         
Três viaturas, O ZÈ GUILHERME, o CHICO e o SALVADOR  tomaram a estrada para MARRAKECH    

De novo sem a lição aprendida  foi-se subindo o ATLAS  na expectativa de encontrar o resto da caravana, na perspectiva de que estivesse para a frente.   O desencontro na saída de OUARZAZATE  deu-se exactamente por três viaturas terem ido abastecer-se sem previamente terem comunicado essa necessidade.  

OS DEUSES DA T.T.T.  CONTINUARAM ATENTOS.

Fomos subindo o ATLAS e a promessa da « RECOMPENSA NO DIA SEGUINTE, estava à vista! Um cenário deslumbrante de verde e neve, uma estrada serpenteante pela alta cordilheira e a inefável sensação de que o MUNDO ERA NOSSO.

Barrage Moulay Youssef

Pois,  só que o combustível não  era.  Em AGUELMOUSS depois de ter ficado para trás um rudimentar posto de abastecimento fechado e outro sem gasóleo,  oferecemos medicamentos a uma ambulância e fomos aconselhados a recorrer à GENDARMERIE ROYALLE  pois o próximo posto de abastecimento seria a oitenta quilómetros.

Juntamente com uma lata para o combustível pedida por um simpático ‘gendarme’ chegou a informação de que o camião de abastecimento estava no último posto onde tínhamos passado cinco quilómetros atrás ( e a descer).  TUDO CERTO, mais uma vez.

Aguardando a operação de abastecimento com ‘uma paciência marroquina’ pois era preciso ESPERAR pelo PATRÃO , JUNTARAM-SE-NOS AS TRÊS VIATURAS que afinal estavam para trás.

Novamente o notável acolhimento e um almoço tipicamente marroquino. O CHEFE não quis almoçar e o PEDRO FERNANDES, solidário, também não almoçou.  AQUI A MARILIA SAFOU-SE:  COMEU FRANGO GRELHADO -  NÃO FALOU NOS CONDIMENTOS.


O BELO HAUT ATLAS  SUBIU… E  DESCEU… E SUBIU  E  SERPENTEOU 

                                                                                                 








                                                                                   











Parece destino macabro mas todas as  chegadas são ou de noite ou ao lusco-fusco.  E aqui uma vez mais o destino se cumpriu – ao lusco fusco!


A ML  MAUFEITIO ‘ AINDA COM AS PONTAS NA MÃO’ lá ia a abrir e a decidir o trajecto.  Eis senão quando… um gendarme no caótico trânsito de fim de tarde !  A ML faz parar a caravana e obtém informações:

O CAMPING DE MARRAKECH  ( começavam a ser fastidiosas as bocas de que ‘afinal’ só se fazia campismo em hotéis) ao terceiro ‘feu rouge’ virar à direita e seguir cinco quilómetros.

A caravana  reuniu e não quer camping.  O tempo não parece seguro e não há melhor camping que um hotelzito mesmo  sem estrelas.  Senhor gendarme reformule lá os ‘feu rouges’  e dê-nos luz verde para um hotel 3B  (bom, bonito e barato).

Depois de uma conferência de ideias demorada e muito gesticulada lá se decidiu o número de ‘feu rouges’ para chegar ao Hotel TAZI (***com parking)  . 

Na grande confusão de veículos cada qual circulando por onde podia, sem respeitar a sua mão, prioridades, traços contínuos ou sinais vermelhos, já  capitaneados por um dos inúmeros ‘guias’ que ninguém quer mas que se impões como moscas chocas, lá logrou a caravana chegar ao tal Hotel no centro de Marrakech.

As mesmas moscas rodearam a ML no hall do Hotel (afinal completo) tentando impingir outros  Hotéis, com tal verbosidade que a MAUFEITIO não se conteve sem ‘ lançar o grito do Ipiranga’ (INDEPENDENCIA OU MORTE’)  sendo de imediato socorrida pelo amável  HAMMOND que com o seu belo Mercedes (ultimo modelo talvez  fugido de França) conduziu as viaturas em fila lenta até ao

                             

HOTEL KENZA  ****A
·        Restaurant International le Gueliz
·        Snack- Bar
·        Pub – Restaurant – Bar le Casa
·        Bar le Lune Panoramique
·        Piscine-Salanum
·        Fitness-Club Sauna Hammam
·        Boutiques
·        Night – Club Sheherazade

Um bom tête-a-tête tanto ao gosto muçulmano e lá ficámos pelos 150 Dirhams /pessoa  com direito a um magnifico jantar e pequeno-almoço bufet, para além da dormida e a exploração de todos os atractivos postos à disposição  (incluindo um daqueles bares que são, um sim um não, ou alternas ou lá que diabo é isso!)

E AQUI VOLTO-ME A CALAR. SE NALGUM PONTO O CHEFE OU A ML MAU FEITIO USARAM DE MAIOR DUREZA A PARTIR DE AGORA ESTÃO TOTAL E ABSOLUTAMENTE DESCULPADOS.  MAIS… DEVERIAM TER SIDO ATÉ BEM MAIS INCISIVOS.

EM TODO O MUNDO OS HOTEIS CONTROLAM OS QUARTOS À SAIDA DOS HOSPEDES. OS HOTEIS MARROQUINOS QUE TÊM QUARTOS COM BANHO PRIVATIVO CONTROLAM AS TOALHAS.

CURIOSIDADE:   OS MUÇULMANOS CORTAM AS MÃOS A QUEM ROUBA!
OUTRA:  QUE NUNCA MAIS NINGUEM ME DIGA – CUIDADO COM OS MARROQUINOS E COM OS ROUBOS!

Grand Place Jemal L'Fna



   


MARRAKECH E OS SEUS SORTILÉGIOS

A Grand Place Jemal L’Fna, as compras, os ENCANTADORES DE SERPENTES, os AGUADEIROS , o passeio na charrete e a PIZZA HUTT.


Sem legenda

Foi uma grande pena não se terem cruzado com o DENTISTA com o seu tabuleiro repleto de dentes humanos das anteriores extracções ( e talvez também os das serpentes dos encantadores) e de próteses de vários tamanhos que o pretenso cliente experimenta  ali mesmo.

                                                                                    
MARRAKECH – CASABLANCA – RABAT – MOULAY BOUSSELHAM

Alguém falou ----- uma viagem destas e não paramos para visitar as CIDADES IMPERIAIS.  SANTA IGNORANCIA! 

PARA VISITAR E CONHECER MINIMAMENTE AGADIR, CASABLANCA OU RABAT,  MOHAMEDIA E TODOS OS SEUS MONUMENTOS OS TREZE DIAS DA VIAGEM NÃO TERIAM CHEGADO PARA UMA. 

ESTA EXPEDIÇÃO FOI PROGRAMADA COMO “AJUDA HUMANITARIA” E A MISSÃO FOI CUMPRIDA…
MAIS…   ALIADA A UMA FORMA DIFERENTE DE FAZER FÉRIAS.      QUE MAIS PODERIA TER SIDO PEDIDO?

PARA CONHECER AS CIDADES IMPERIAIS ACONSELHA-SE UMA VIAGEM DE  AVIÃO ATÉ RABAT E UM COMPLEMENTO TURISTICO VENDIDO POR QUALQUER AGENCIA DE VIAGENS.


Perto de quinhentos quilómetros para mais uma bela noite comprida e reparadora no HOTEL LE LAGON de MOULAY BOUSSELHAM


 Aqui já não havia ‘bocas’ mas o Camping  era mesmo ali em baixo.


RESTAURANTE  LA JEUNESSE

  

De novo uma bela PEIXADA
( Nesta altura da narração já não parece preciso explicar).  De manhã, um belo pequeno-almoço no terraço sobre a Lagoa, um pouco de praia, um passeio de barco para ver os FLAMINGOS COR DE ROSA e um magnifico almoço  --  só de  peixes, alguns com pernas outros com cascas.

A despedida

Ida à praia comprar SANTOLAS aos pescadores e

E A SEGUIR  ---  ACABOU!

Viaturas na estrada, fazer passar rapidamente as centenas de quilómetros que nos separam de casa.  Uma breve paragem para umas últimas compras e   

                           
ACERTOS FINAIS

JOÃO TRINDADE : NÃO  PEÇAS DESCULPA PELO FAROL DO TERRANO  PARTIDO POR UMA PEDRA VADIA -  APRENDE O QUE TE DISSE:  ‘NÃO LAMBAS AS BERMAS’

SOFIA : DESILUDISTE-ME PROFUNDAMENTE;  FOSTE EXECRÁVEL,  NÃO TE PEÇO DESCULPA, TIVESTE O QUE MERECESTE E ESPERO QUE TENHA SIDO LIÇÃO.
        


COMO FOI DITO EM KHEMILIA : A EXPEDIÇÃO AJUDA HUMANITÁRIA NÃO TERIA SIDO POSSÍVEL SEM O ESFORÇO DA ORGANIZAÇÃO  (AQUELES A QUEM SE CHAMOU O CHEFE E A ML MAUFEITIO);
                                     
NÃO SE TERIA REALIZADO SEM OS SEUS PATROCINADORES.

FORAM INDISPENSÁVEIS TODOS OS PARTICIPANTES .
 
                                                                         
TODOS DEVEREMOS FAZER UMA TOMADA DE CONSCIÊNCIA E TIRAR  ENSINAMENTOS .  SO ASSIM, NO FUTURO, SE ELIMINARÃO OS RISCOS  QUE, DESTA VEZ, SÓ A EXPERIENCIA DOS VETERANOS   EVITOU  APUROS  AOS ESTREANTES



 «TU QUE SABES E EU QUE SEI, CALAREI»

REFLEXÃO DA AUTORA  ( ALGUMS ANOS DEPOIS)


Há curiosidades mórbidas em que acabam por cair alguns participantes de praticamente todas as expedições. Uma das piores é a do «consumo de charros» durante as viagens.

Conscientes desta realidade os responsáveis tentam manter-se atentos aos exageros e fingindo desconhecer o que se passa inibir assim os prevaricadores.

Ora bem, o que se passou aqui foi exactamente que alguns dos nossos companheiros, não se contentando com um pouco de consumo, decidiram, às escondidas, trazer  “daquilo” talvez para exibir aos amigos.

Há um apertado controlo nas fronteiras Marroquina e Espanhola, com cães treinados na busca do “produto”.  Já tivemos oportunidade de presenciar o tratamento que é dado a quem tenta “passar” mesmo muito pequenas quantidades. É óbvio que nunca iríamos permitir que a segurança do grupo fosse posta em causa pela estupidez de dois ou três companheiros.

Depois de  alertas o constatar que ainda havia quem insistisse na atitude, já a poucos quilómetros da fronteira, provocou uma reacção violenta e desagradável mas que foi preferível a maiores inconvenientes com as autoridades.

O problema foi sanado, o produto abandonado numa valeta debaixo de uma pedra e a viagem concluída sem mais incidentes.

A quem ler estas narrativas quero dizer que não devem aproveitar a facilidade de aquisição para fazer experiências que podem ser muito negativas.

A compra é fácil (e barata) mas é mesmo o próprio vendedor que de seguida faz a denúncia às autoridades para receber uma recompensa; e se o consumo é ‘tolerado’ não é permitido.

Sabemos do caso da morte acidental de um peão no meio de uma via que ocorreu por condutor e acompanhantes, na sua euforia, não terem previsto e evitado o acidente.(Lêr MORTE NA ESTRADA)

DROGAS NÃO!
                                                                                                                                             


LEONOR LIMA ( ML  MAUFEITIO)


                                                                            












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